Quantos de nós já recebemo algum feedback desastroso, dos quais saímos com raiva, magoados, frustados, desmoralizados ou desmotivados? E quantos de nós já fizemos um feedback que não conseguimos transmitir a mensagem que queríamos?

Daniel Goleman diz no livro Inteligência Emocional:
“Imaginem como são proveitosas para o trabalho as aptidões emocionais básicas – estar sintonizado com os sentimentos daqueles com quem tratamos …”
Apesar do assunto Feedback ser tratado extensivamente em livros, treinamentos e nas mídias digitais, ainda vemos uma grande maioria de pessoas sem a capacidade de realizá-lo quando é necessário fazer críticas construtivas.
Do outro lado temos pessoas que não estão prontas para receber tais feedback, avaliando-o sob a ótica positiva.
Ambas as partes precisam são responsáveis! O emissor é responsável por usar a melhor maneira para se fazer entendido e o receptor por ter uma inteligência emocional capaz de focar apenas no que é positivo no feedback.
Segundo Harry Levinson a arte da crítica deve:
Ser Específica, ou seja, deve conter um fato ou incidente com detalhes que ilustre exatamente o problema, o que a pessoa fez bem e mal.
Por exemplo: “… aquela reunião que tivemos as 15h na quarta-feira, quando houve aquela confusão entre você e o seu colega. Era nítido que você tinha toda a informação necessária, contudo, você usou a frase “você é um incompetente” que desmoralizou e o constrangeu na frente de todos os demais colegas.”
Conter opção de solução, não necessariamente uma opção fechada, mas que abra as possibilidades para as alternativas existentes que solucionarão o problema;
Ser realizado pessoalmente, pois todo feedback deve ser pessoal e realizado somente para a pessoa, nunca na frente de outros colegas para que não haja constrangimento e uma exposição desnecessária.
Ser realizado com empatia para poder gerar o impacto que se espera na pessoa que recebe a crítica.
Feedback sanduíche
Um bom modelo para se realizar o feedback, seja positivo ou negativo, trata-se do feedback sanduíche, o qual possui a estrutura ao lado.
Para realizar o feedback atente-se para os seguintes pontos:
  • Faça uma reflexão sobre o que será dito;
  • Faça-o em um ambiente que a outra pessoa se sente confortável e evite um clima de tensão;
  • Seja claro e objetivo;
  • Se houver, primeiro faça referência aos pontos positivos, para depois os pontos de melhoria;
  • Permita que a outra pessoa fale e, neste caso, faça uma escuta ativa;
  • Faça um balanco dos pontos positivos e negativos
  • Finalize o feedback motivando e encorajando-o para à mudança;
O Feedback e a cultura empresarial
Mesmo que o feedback seja algo que aconteça entre duas pessoas, ele não pode ser um esforço apenas do líder, visto que é extremamente importante que a instituição o tenham como para parte da cultura empresarial.
O Líder sempre terá a responsabilidade sobre a sua equipe
Em uma das empresas em que eu trabalhei o feedback fazia parte da cultura e, ao longo do tempo, eu e minha equipe vinhamos tendo excelentes resultados e, por isso, percebemos a necessidade de se ampliar a avaliação.
Devido a equipe estar consolidada e haver a confiança mútua, foi possível ampliar o modelo de feedback adotado pela instituição, o 180 (autoavaliação e a avaliação pelo gestor) pelo 270 (autoavaliação, gestor e entre os integrantes da equipe).
Perceba que, só foi possível fazer esta ampliação devido a equipe entender e perceber o resultado do feedback na vida deles próprios.
Se não houvesse um posicionamento da instituição, haveria muita dificuldade para que eu, enquanto gestor, pudesse implementar tal processo de avaliação e, consequentemente, houvesse aceitação dos profissionais.
Conheça e persista na arte da crítica construtiva

Mesmo que não faça parte da cultura ou do processo de gestão de pessoas na empresa na qual você está, é fundamental saber a Arte da Crítica Construtiva, Certamente, aplicando-a com excelência colherá resultados relevantes em todos os seus relacionamentos e não apenas com os seus liderados.